"é como se estivessemos em
cada ladode um vidro.
eu posso te ver, falar com você.
nós podemos nos conhecer, nos tornarmos bem próximos, eu acho.
mas no final tudo isso é relativo;
tem um vidro lá.
é como uma divisão constante que, não importa quão proximos estamos
sempre há aquela
s e p a r a ç ã o.
também não importa se o vidro é fino.
um centímetro,
uma milha,
nós não podemos atravessá-lo
é meio confuso, na verdade. e ainda assim é nossa normalidade.
isso é tudo que nós já tivemos.
é como se tivessemos criado uma realidade distorcida
mas de algum modo a distorção parece irrelevante
porque é assim que as coisas são
sabe?
o vidro sempre esteve lá.
como essa coisa que nós lidamos.
mas em algum ponto você meio que tem que parar e pensar
o q u e nós estamos fazendo?"
Ludmila Andréia